
Tudo há de ter um fim, assim como os momentos de tristeza e amargura passam -embora lentamente- os momentos de felicidade e alegria também, por mais que façamos de tudo para manter aquilo que nos faz bem por perto, que perlongue mais, pois o final será inevitável para todos. Até mesmo a vida tem um fim por que o resto não terá? Nada é algo que dure para sempre. Tudo tem o seu início, meio e fim. O que devemos fazer é apenas aprender a lidar com essa parte chamada “fim”, sabermos a hora de dar adeus a certas pessoas ou coisas, mesmo que sejam boas nas nossas vidas, tudo é passageiro, por mais que desejamos o contrário, nem sempre tudo o que queremos, podemos realizar. Somos limitados à certos assuntos. Entramos na besteira de acreditarmos no “para sempre”, a onde só existe em contos de fadas e romances feito pelas indústrias de filmes de Hollywood. Onde príncipes e princesas possuem o seu final feliz, e os vilões ficam na sarjeta sendo infelizes e odiados. Apenas nos ferimos por tal crença, nos machucamos, nos maltratamos e nos fodemos. Deveríamos cobrar uma indenização aos criadores dessas fábulas por ter nos causado tantas ilusões. Os nossos piores erros foram, e ainda é, acreditar que as coisas serão infinitas para nós, mas principalmente, acreditar que temos a capacidade suficiente para guardar tudo que nos traz felicidade por perto. Com certeza, isso é uma das causas das nossas maiores decepções, causando efeitos irreversíveis em alguns casos, nos tornando muitas vezes um ser humano mais frio, cruel e insensível ao sentimentos alheios, sofremos pelo mal que nós mesmos criamos, algo realmente estúpido para quem possui um raciocínio lógico. Está na hora de pararmos de nos iludir e aos outros também, com essas historinhas, pararmos de acreditar nos nossos contos de fadas, que apenas existe o bem, e que ele sempre prevalecerá, pois na prática e na realidade de hoje em dia, todos sabemos que não é bem assim, é quase totalmente o inverso. Está mais do que na hora de parar de sermos tão ignorantes a ponto de acreditarmos na nossa própria mentira: o final feliz. – Diessica (extas-y)


